EPISÓDIO DOIS - A OUTRA CIDADE






I

Max recosta-se e olha pela janela do avião.
Para as nuvens negras pairando sobre o Atlântico.
Pensa em tudo aquilo que deixara para trás.
Abandona a cidade em que cresceu, por um longo tempo.
Sua antiga vida residirá na memória.
Lá fora, pela janela, as casas ordinárias vão ficando menores.
À medida que o ponto de vista segue rápido através do asfalto.
Além das casas, é possível ver o caminho se estendendo por quilômetros.
Do alto.
E cada vez mais alto.
Sua visão sobe.
Até que está suspenso no céu claro.
Azul.
Perfeito.
Somente com uma nuvem ocasional.
Devagar, as nuvens começam a aumentar.
Ficando maiores.
Mais escuras.
Até que está completamente imerso nelas.
O sol desaparecendo.
Finalmente, o olhar do garoto sai das nuvens.
Acha, lá embaixo, a cidade de Santo Mar.
Acima paira a neblina.
O sempre presente céu nublado.
Tudo está molhado.
E embebido em tons de cinza.
Os olhos se movem.
Percorrem a janela com vista para a cidade.
Uma grande metrópole a beira mar, no litoral de Santa Catarina.
Prédios e chaminés levantam-se contra o céu da manhã cheio de fumaça.
E cada vez mais perto, a paisagem urbana vai crescendo.
Torna-se, na visão do garoto, um emaranhado de concreto.
Max, de cinto posto, está no seu lugar enquanto o enorme 747 mergulha.
Através de uma densa cobertura de nuvens.
Está a aproximar-se do aeroporto da cidade.
O Aeroporto Municipal da Luz.
As frias chuvas de julho encharcam o solo.
Confere a tudo o aspecto sombrio do cenário urbano.
A tripulação em terra, envergando impermeável.
Uma bandeira no topo de um atarracado edifício do aeroporto.
Um outdoor da Chev piscando em azul.
Portanto, eis o garoto na “cidade grande”.
O avião chega ao terminal.
Os passageiros começam a desapertar os cintos.
Retiram as bagagens dos cacifos.
Max, seguindo os outros passageiros, ruma para o terminal.
Sente o cheiro do combustível dos aviões.
O vento no rosto.
Ouve os gritos da cidade.
Sozinho na multidão.


II

É uma rodovia de mão dupla.
Ao longo da qual anda um carro subcompacto Spark.
Na janela entreaberta do passageiro, Max olha.
Fita os novos arredores sombrios.
Dos autofalantes do compacto começa a fluir uma música suave.
Uma adocicada versão orquestral de Norwegian Wood dos Beatles.
O garoto senta ao lado do tio, uniformizado com um macacão branco.
No peito, trás um logotipo com Netuno e seu tridente.
Tio Walter é claramente um funcionário de chão de fábrica.
Aparenta ter uns 45 anos mal vividos.
Curiosamente ele é taciturno e introvertido como Max.
O silêncio entre eles é claramente hostil.
Principalmente comparado com o relacionamento do garoto com a sua mãe.
Walter tenta puxar uma conversa enquanto dirige.

— Você deveria cortar o cabelo.

Max responde sem deixar de ver o asfalto fluir do outro lado do vidro.

— Cortei desde a última vez que nos vimos.
— Faz anos. Cresceu de novo.

O garoto apenas balança a cabeça.
Silêncio.

— Como está sua mãe?
— Bem.

Mais silêncio.
Sons de contrariedade.
Eles passam por várias placas de propaganda.
Propaganda de fast food com o símbolo de um boi sorridente.
De uma construtora com um W amarelo no nome.
E uma propaganda do governo, em letras gigantes.
“Troque o velho pelo novo”.
Max suspira.
É o que está fazendo.
Trocou a cidade velha pela nova.
Não sabe se fez certo.
Sabe que fez o que queria.
E isso é bom.
Deixou a terra natal pela oportunidade de vida nova.
É a conclusão a qual Max consegue chegar.
Uma resolução confortável.
Conforto misturado à fumaça que vem da rodovia.
Uma série de odores entra pela janela meio aberta do carona.
Pode sentir um leve cheiro de comida frita em grandes quantidades de óleo.
É da fábrica de refeições prontas por onde estão passando.
A fábrica fica bem no meio do bairro onde seu tio mora.
De frente para a estrada que acompanha o muro cinzento de uma grande indústria.
O bairro industrial é onde Walter, e agora Max, vivem.
Surgiu no final dos anos 60, para servir de casa as montadoras de carros.
Foram os anos de esperança de crescimento da indústria brasileira.
Muitas fábricas de carros instalaram-se naquelas terras ao nordeste da cidade.
Quase que por osmose, todo um grupo de prédios de baixo custo fora construído.
Circundavam as fábricas prontas para servir de moradia aos trabalhadores.
Entretanto, a decadência financeira do país nos anos 2000, matara o bairro.
Automóveis pararam de ser fabricados e as montadoras fecharam suas portas.
Milhares de desempregados tomaram as ruas do bairro nos anos seguintes.
Agora, porém, outrora uma esperança, virou um bairro fantasma.
Há um número inacreditável de imóveis vazios.
Inclusive prédios públicos.
Em boa parte, depredados. 
Caindo aos pedaços.
Frequentados por desocupados e viciados em drogas.
De resto, a área é uma sequência de campos empoeirados.
E um monte de pequenas oficinas.
Naquela planície, o céu alonga-se em todas as direções.
Tio Walter mora a três minutos de carro da fábrica de comida.
A moradia fica atrás de outra fábrica, agora abandonada.
Nada além de um terreno vazio que fora rudemente nivelado.
Nesta parte, a estrada já não tem as marcas no chão.
A poeira há muito as tornou praticamente invisível.
À medida que o Spark se move, Max percebe que está numa área afastada da cidade.
Os dois partem por uma rua secundária.
Em meio à escuridão do inverno.
Mal iluminada e sem pavimentação.
À direita, uma sequência de edifícios e armazéns com jardins descuidados.
Ao menos é um sinal de vida na área.
À esquerda, por detrás de uma vala, uma fileira solitária de prédios abandonados.
Uma fábrica antiga de automóveis e uma igreja, fechadas.
À frente, vê-se um enxuto aglomerado de velhos edifícios.
O carro alcança um prédio de 6 andares.
Edifício Mirian Lane.
Suas paredes são de alvenaria com as cores desbotadas.
Max sai do carro.
A densa e sufocante escuridão do mês de julho o engole.
Talvez seja a umidade, mas a noite parece negra e pesada.
Sente a respiração entrecortada.
Max ergue o olhar para o céu noturno sem estrelas.
Estão escondidas sob uma cobertura de fumaça.
Tio Walter e o garoto sobem até o quinto andar.
Vão pelo elevador coberto por pichações.
Caminham cuidadosamente por um corredor repleto de restos de comida e garrafas plásticas vazias.
No corredor, passam por um mural com um pôster velho e rasgado.
Ele é colorido de um jeito absurdo.
Representa apenas uma mulher de cabelos negros.
Ela não é muito alta, mas é atraente.
Tem seios bem medidos dentro de um vestido de cor preta.
Sua pele é de um branco leitoso.
Em letras, de um colorido psicodélico, lê-se Brancaflor World Tour.
Ao final do corredor, chegam ao pequeno apartamento de Walter.
Ele e Max levam a bagagem para dentro.
O apartamento não é elegante.
A única coisa nova é o aparelho de televisão de tela plana.
Mas é uma habitação confortável.

— Eu preparei um quarto para você. Fica perto da cozinha.                         

Max ouve.
Faz uma careta.

— Certo. Perto da cozinha.
— Eu vou colocar as malas no seu quarto...
— Eu mesmo posso fazer isso...

Ambos pegam as malas.
Esbarram-se um no outro sem jeito.
Max recua.
Deixa seu tio levar as malas para o quarto.

— São bem... pesadas... essas malas.
— É. Um pouco.
— Trouxe um corpo?
— Quase isso.
— O que?
— Nada. São só meus computadores.
— Ah.... Sei.

No quarto, uma antiga mesa de mogno está em um dos cantos.
O quarto está cheio de lembranças de infância do tio Walter e da mãe do garoto.
Muitas das coisas já tiveram dias melhores.
O tio deixa a bagagem no chão do quarto e sai.
Sozinho, Max abre uma das malas e pega seus fones de ouvido.
A solidão finalmente o acomete.
Ele se senta pesadamente em cima da cama.
Lágrimas ameaçam cair.


III

Os fones e o celular estão jogados de lado.
Nenhuma música toca.
Para afugentar a solidão, abre a janela.
Os vapores e a poluição sonora atrevem-se a entrar.
Puxa uma proteção de ferro e fecha-a enfaticamente.
Quando termina, o cômodo escurece grosseiramente.
E Max afunda-se no lençol desbotado com uma sensação de alívio.
O quarto abriga uma cama, cômoda e uma televisão de tubo catódico.
As malas por desfazer, empilhadas desajeitadas num canto perto da porta fechada.
No quarto trancado, a televisão ligada, funciona como elo com o mundo de fora.
Uma versão censurada do filme Metrópolis bruxuleia na tela.
Mas os olhos do garoto deixam-no se perder da obra de Fritz Lang.
Ele simplesmente fica sentado em meio ao torpor.
Passa a mão pelos cabelos desgrenhados.
Na verdade, ele não quer assistir há nada.
Sua vontade é apenas banhar-se àquela luz artificial da telinha.
Sem interesse no filme, cobre a cabeça com os braços.
É um movimento de proteção contra o mundo externo.
Detestou as ruas sob aquela umidade opressiva.
Mas tem consciência de que terá de viver neste lugar.
Na cama, abraça os próprios joelhos.
Porém, naquele exato momento, escuta o que parece ser uma voz.
Baixinho e abafado, como se tentando chamar o garoto.
Ele hesita, em parte amaldiçoando esse elo com o mundo.
Noutra parte, intrigado com o som.
Max acha muito esquisito e atenta seus ouvidos.
Espanta-se.
A voz diz “Tire-me da mala”.
Para o garoto, não faz sentido.
Nenhum sentido.
O que quer dizer?
“Tire-me da mala”.
Será uma a voz de algum vizinho que ouviu por engano?
Alguém está conversando no outro apartamento?
E que paredes são tão finas a ponto de escutar o que é falado do outro lado?
“Tire-me da mala”.
E se não for o vizinho?
E se for algo na sua mala?
Algo querendo sair.
Ou alguém entrou em sua mala?
Talvez no aeroporto?
E agora, esse alguém deseja sair.
Sim, deve ser isso.
Mas quem seria?
Isso é suficiente para tirar Max de seu torpor sentimental.
Levanta-se da cama num pulo.
Hesitante, vai até sua bagagem.
Uma a uma, vai abrindo o fecho de cada mala.
Até chegar à mala mais pesada.
A que estava por último na pilha.
Essa é a mala com o conteúdo mais precioso para o garoto.
É a mala onde está o robô que Max construiu.
Olha ao redor.
Tudo em silêncio.
Exceto pela televisão.
Respiração forte.
Olhos fixos no fecho.
Abre-o lentamente.
Milímetro a milímetro.
Um pensamento passa pela cabeça de Max.
É um pensamento absurdo.
Sem sentido.
Puxa levemente o fecho.
De dentro do escuro da mala, dois brilhos vermelhos.
Os leds que servem de olhos ao robô.
Vermelhos.
E cada vez mais vermelhos.
Entrando na mente sugestionável do garoto.
Mais e mais perto.
A mala mais e mais aberta.
O crânio aparece intensamente.
Desliza para fora da mala.
Max segura a respiração no instante.
No escuro do quarto, um sorriso metálico encara-o.
E então, um braço sai da mala.
Crava os dedos no piso de tacos de madeira.
Em seguida, outro.
Ambos os braços servem de apoio.
Levanta desdobrando-se aos poucos.
Centímetros de metal se erguem sobre o garoto.
Vê o robô.
Cai para trás.
Espanta-se.
Boquiaberto.
O robô olha de volta.
Crânio de metal que sorri.

— Oh! Meu Deus!

Max exclama.

— Oh! Meu Deus! Eu sabia que daria certo! Eu sabia!

E deu certo.
Muito certo.

— Meu Deus!

Certo até demais.
O garoto está sentado no chão.
Vê aquele homenzarrão máquina em pé, diante de si.
No negrume do quarto, os leds vermelhos do robô hipnotizam.
A criatura latejante não move uma junta.
Apenas olha.
Inerte.
Em pé.

— Olá.

Max tenta se comunicar.
Ele sabe muito bem que algo está errado.
O que deu certo está errado.
O robô nunca poderia se mover sozinho.
Sem um controle o ligando.
E a voz que ouviu pedindo para abrir a mala?
Teria sido o robô, falando?
Como isso poderia ocorrer?
É simplesmente impossível.

— Bem, acho que...

Quase dá voz aos pensamentos.
O robô não reage.

— Não tenha medo.

A cabeça se move.
Bem lentamente para a direita.
O garoto volta a falar.

— Sou amigo.

Assustadoramente o robô responde em voz metalizada.

— Amigo?
— Você fala! Conhece a palavra “amigo”?

Nenhuma menção do robô sobre responder.

— Pois é isso que sou... seu amigo.
— Amigo.

Max levanta-se.
Mesmo em pé, ele continua mais baixo do que a máquina.
Tenta continuar a conversa.

— Sou extremamente amigável. Chamo-me Max.

O robô leva uma das mãos à cabeça.
E fala.

— Defeito.
— O que?

Max não entende.
O robô percebe.
Tenta explicar.

— Defeito. Preciso de dados.
— Dados...

Leva um minuto para compreender.

— Quer dizer... informações!

O robô move a cabeça para o outro lado.

— Escute, tenho muitas informações.
— Defeito. Preciso de dados.
— Dados... Certo, certo.

O garoto segura o robô por uma das mãos.
O toque é maravilhosamente gelado.

— Isto é um quarto. Eu uso para dormir.

A cabeça move-se olhando toda a extensão do quarto.

— Temos o chão, vê... Chão.
— Chão.
— Isso! E temos o oposto do chão...

O garoto aponta com o dedo para o alto.
A cabeça acompanha o movimento.

— É o teto.

O olhar do robô acompanha o dedo de Max.

— Não. Olhe para cima!

Ele olha.

— Teto.
— Isso! E temos uma janela e...
— Janela.
— E temos ar! Olhe aqui.

O garoto mostra como se respira.
O robô tenta copiar em vão.

— Luz.

Aponta para a lâmpada.

— Música.

Pega o celular.
Desconecta os fones de ouvido.
Guarda-os no bolso da calça.
Mostra a playlist do celular.
Põe a tocar uma música aleatória.
Happy House cantada por Siouxsie Sue.

— Veja isso...

Ele abre uma foto no celular.

— Isto é uma planta. Está vendo?
— Vendo.
— Estes são peixinhos.

O robô logo perde o interesse.
Passa a andar desajeitadamente pelo quarto.
Esbarra na mesa e lasca o mogno.
Chuta algumas malas sem querer.
Parece querer procurar algo.

— Dados.
— Estou lhe dando muitos dados.
— Mais dados. Mais dados.
— Que tal, fotos? Gosta de fotos?

Max volta a captar o interesse da máquina.

— Temos muitas delas aqui.

Mostra o celular, balançando.
Acessa um site de imagens pelo seu 4G.

— Muitas.

O garoto senta na ponta da cama.
Dá um tapinha no colchão ao seu lado.
Chama o homem-máquina para sentar ao seu lado.
Demoradamente, ele entende.
Garoto e máquina sentam lado a lado na cama desbotada.

— Está é uma foto de um cachorro.
— Cachorro.
— É um mamífero.
— Dados. Cachorro.

Num gesto quase agressivo, o robô toma o celular da mão de Max.
A palma fica com dois cortes superficiais.
A máquina usa o celular.

— Abissínia. Anel.
— Caramba! Você consegue ler.
— Dados.
— Sem problemas.
— Mais dados.
— Sem problemas... Calma.

Pega o celular de volta a força.
Arranha a carcaça do aparelho.
Abre um site.
Wikipédia.

— Aqui... Dados para você.
— Mais dados.
— É só ir lendo nesse site aí...

O homem-máquina pega o celular mais uma vez.

— Mais!
— Não há mais. Isso é o melhor que eu tenho.

O robô levanta da cama num pulo.
Sai caminhando pelo pequeno quarto.

— Animal. Mamífero. Gambá.
— O... o que?
— Copo para bebida.
— Está... lendo essas coisas aí?
— Macarrão. Semolina. Espaguete.
— Olhe, você está... aprendendo?
— Samambaia. Fruta. Laranja.
— Está mesmo aprendendo!
— Maçãs. Limões. Limas.
— Ótimo!

O robô tira os olhos do aparelho celular.
Segura o garoto pela camiseta.

— Tecido. Camiseta.
— Minha roupa!

Rasga a camiseta.

— Meu Deus!
— Deus! Buda! Maomé!
— Olhe para o que fez. Olhe só.
— Olhando.
— Está vendo? Você rasgou.
— Dados.
— Certo... Dados, dados.
— Mais dados.

Max olha em volta.
Tudo o que tinha já foi visto pelo robô.
Não sabe onde mais conseguir dados.
Pensa um pouco.
Tem uma ideia.

— Parado! Fique parado. Vou lhe mostrar mais dados.

Por uma fração de segundo, o garoto imagina que o robô sorri.
Algo impossível de fazer.
Foi uma ilusão de ótica causada pela luz vermelha na escuridão.
A máquina não tem como sorrir.
Ou sentir.

— Com sua permissão...

Empurra a proteção de ferro.
Abre a janela.
Toda uma gama de cheiros, sons e luzes adentram o outrora quarto escuro.
Max fecha os olhos para a luz do mundo exterior.
O robô não.
Avança em direção a janela para o mundo.
Com exceção dos cheiros, tudo no mundo lá fora captura a atenção da máquina.

— Dados.
— Venha. Quero lhe mostrar algo lá fora.
— Passarinho. Corvo. Voando.
— Olhe. Olhe.
— Olhar.

Ele olha para a cidade.
Todas as luzes banham a superfície de metal polida do robô.
Uma profusão de cores dá vida ao robô já vivo.

— Não. Lá.

Max pega o maxilar do crânio de metal e empurra para cima.

— Está vendo?
— Bonito.
— Sabe o que vê?
— Lâmpada grande!
— Não. É a lua.
— Lua.
— Bonita, não é mesmo?

E é tão bonita a rara visão da lua naquele bairro que o robô se empolga.
Muito mais do que o ideal.
Inclina-se para frente.
Usa os braços para apoiar-se no parapeito da janela.

— Desce! O que está fazendo?
— Lua bonita! Tocar!
— Pare!
— Tocar lua!
— Cuidado!

Tarde demais.
O robô tenta equilibra-se no parapeito da janela.
Obviamente é uma péssima ideia.
Dá muito errado.
A pesada máquina humanoide desequilibra-se.
Max tenta segurar com todas as forças.
Não consegue, é claro.
Lá vai robô abaixo.
Cai do quinto andar.


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